From me, to Rio

Posted on fevereiro 2, 2012

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Ah Rio, as vezes é tão fácil esquecer como você lindo e maravilhoso, mas hoje, graças à Deus, não é um desses dias. Hoje é um daqueles dias que eu lembrei porque eu te amo tanto, e quão sortuda eu sou de morar aqui e poder ser parte dessa cidade. É muito fácil ver porque você inspirou tantos poetas, artistas e até mesmo pessoas comuns, como eu.

Os arcos da Lapa

O que seria de mim
Se eu nunca visse o mar
O que seria de mim
Se eu nunca tivesse matado aquela aula
Pra sentar na areia de Ipanema

O que seria de mim
Se nunca tivesse pego um ônibus pra Carioca
Se eu nunca tivesse ido no Estação
Ver aquele filme lindo
E pensar, e pensar…

Se eu nunca tivesse andado da Lapa à Glória
Com novos amigos
E me perdido em plena Rio Branco
Com os mais velhos e mais queridos

Como eu seria?
Sem comer salsichão na Diaz da Cruz
Sem correr da chuva na Bom Retiro
Sem assustar os pombos no Largo do Machado

Como seria eu sem o Rio?
O Rio sem mim continuaria
Mas e eu, como seria?

É isso que vejo, da minha janela

E depois da minha porca tentativa de poesia, eu deixo vocês com os profissionais:

Por do Sol na Prainha

Rua Nascimento Silva, cento e sete
Você ensinando prá Elizete
as canções de canção do amor demais
Lembra que tempo feliz, ai que saudade,
Ipanema era só felicidade
Era como se o amor doesse em paz

Carta Ao Tom – Vinícius de Moraes

Sol na prainha

Canto a cidade que se espalha em pânico,
corredores vazios, escadas delirantes.
Canto a noite feita de aromas,
música visual.
Canto a cidade violentamente epidêmica,
explosiva, visceral, epidérmica.

Canto a cidade das bailarinas adolescentes,
o esgalgo passo na ponta dos pés.
Bailarinas ariscas,
de olhos inquietos no tumulto,
tingidas de sol, cabelos de seda,
sorrisos que enfeitiçam,
bailarinas que carregam corações.

Urbanização – Márcio Catunda

Lapa night

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim

Samba do avião – Tom Jobim

Vista do Mirante da Reserva da Prainha

Vento do mar no meu rosto
E o sol a queimar, queimar
Calçada cheia de gente a passar
E a me ver passar

Rio de Janeiro gosto de você
Gosto de quem gosta deste céu
Deste mar, desta gente feliz

Valsa de uma cidade – Ismael Neto e Antônio Maria

gaivotas

Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos…

Capital do sangue quente
Do Brasil
Capital do sangue quente
Do melhor e do pior
Do Brasil…

Rio 40º – Fernanda Abreu

E pra finalizar, a foto mais clichê de praia do mundo, fala sério, você deve ter uma parecida com essa.

*se alguém está curioso, a maioria dessas fotos foram tiradas na prainha, uma das melhores praias do Rio de Janeiro, localizada no Recreio.
**todas as fotos nesse post foram tiradas por mim ou pela minha família.

—{—}—

Oh, Rio, sometimes you make it so easy to forget how beautiful and amazing you are, but today, thankfully, is not one of these days.  Today is one of the days that I remembered why I love you so much, and how lucky I am  to live here and be part of this city. It is very easy to see why you inspired so many poets, artists, and innocent bystanders.

Os arcos da Lapa

What would become of me
If I had never seen the see
What would become of me
If I had never skipped that class
To go sit in Ipanema’s sand

What would become of me
If I had never taken a bus to Carioca
If I had never been to Estação
To watch that beautiful movie
And think, think, think…

If I had never walked from Lapa to Glória
With new friends
And gotten lost in Rio Branco
With the oldest and dearest

What would I be like?
Without eating sausages at Dias da Cruz
Without from the rain at Bom Retiro
Without scaring the pigeons at Largo do Machado

What would I be like without Rio?
Rio goes on just fine without me?
But what about me, how would I be?

É isso que vejo, da minha janela

And after my lame attempt at poetry (that is even worse translated to english), I leave you some pictures from Rio. In the portuguese version of the post you can see some famous verses about Rio, but I couldn’t bring myself to kill their beauty with my translation. It takes a poet to translate another.

Por do Sol na Prainha

Sol na prainha

Lapa night

Vista do Mirante da Reserva da Prainha

gaivotas

And to finish things off, one of the most cliché beach pictures ever, you probably have one just like that.

*Most of these pictures were taken at Prainha, one of the beast beaches in Rio de Janeiro, located at Recreio dos Bandeirantes
**All the photos in this post were taken by me or members of my family
Posted in: Egotrip