Massive Heartbreak — Mass Effect 3

Posted on março 10, 2012

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thinking of thane2

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Já tem um tempo que eu to querendo escrever no blog sobre video-games (já que eles andam tomando uma graaaande porção do meu tempo), mas eu sempre achei um assunto meio difícil. Será que é melhor escrever enquanto eu jogo, com  as emoções a flor da pele mas sem nada muito definido? Ou no final, infelizmente tende a não ser lá muito satisfatório? Como escrever algo relevante sem estragar nenhuma surpresa? Bom, eu ainda não tenho as respostas certas pra essas questões, mas só sei de uma coisa; eu precisava escrever sobre Mass Effect 3.  E mais especificamente sobre o grande amor da vida da minha Shepard: Thane Krios.

Thane Krios cries

Como não se apaixonar por esses olhos?

Muita gente zoa a Bioware por seus jogos darem tanta ênfase a romance e relacionamentos, mas essa é proavelmente a principal razão pela qual eu gosto tanto dos seus jogos (e faço força pra esquecer as toscas cenas de sexo).  Sim, é muito legal saber que Shepard (a minha se chama Winnifred por causa da Fred de Angel) pode decidir o destino da galáxia, e o jogo realmente faz com que você se importe com diferentes raças e seus pontos de vista, mas na maior parte do tempo eu não estou pensando se Krogans e Salarians um dia voltarão a guerrear, e sim sobre o que vai acontecer com os meus amigos, a minha equipe, as pessoas que eu amo.

Shepard saving students

A guerra sempre tem consequências...

O universo de Mass Effect nunca foi exatamente ensolarado, mas se você achou que as coisas eram ruins no primeiro e no segundo jogo, se prepare para o pior no terceiro.  E por mais que não falte momentos tristes nesse jogo, nenhum partiu mais meu coração do que o que acontece com o Thane. Em Mass Effect você tem a opção de iniciar um romance com alguns personagens, e eu, claro, me apaixonei por Thane no mass Effect 2. E como poderia ter sido diferente? Eu fiquei totalmente fascinada por sua vida e como ele lidava com o peso de estar constantemente matando pessoas. Talvez porque eu penso muito sobre isso quando jogo esse tipo de jogo, apesar de apenas estar matando pixels.

Thane Krios

Mas acho que o que mais me encantou em Thane foi apesar de ele ter tido uma vida bem difícil (sendo treinado para ser um assassino desde criança) e uma doença terminal, ele nunca parecia amargo ou sem esperança. Eu gosto de pensar que o seu otimismo fez com que a minha Shepard pensasse que talvez ela também pudesse ter esperança, e que talvez ela conseguisse viver com si própria mesmo depois de matar tanta gente em sua luta com os Reapers. E a última cena que a minha Shepard teve com Thane refletiu isso muito bem, lembrando que a relação deles não tinha sido constrída apenas em confiança, admiração e amizade, mas também em violência, dor e toda a bagagem que isso traz. Eu ainda acho que o Thane merecia mais cenas em Mass Effect 3, mas não posso negar que a sua última cena foi extremamente poderosa.

The Illusive Man

Quanto ao resto do jogo, eu não terminei, então não posso dar minha opnião final, mas até agora estou gostando muito. Claro você sempre tem umas side-quests meio chatinhas, e o sistema usado pra adquiri-las nesse jogo é bem ruinzinho, mas todas essas pequenas chatices são compensadas por ótimos momentos com sua equipe, amigos e até mesmo pessoas que você ajudou nos jogos anteriores. O jogo faz um bom trabalho em mostrar como suas decisões alteraram o mundo, e isso faz certas decisões presentes nesse jogo ainda mais difíceis. No final acabo com sentimentos conflitantes, porque se essa não fosse  parte final da trilogia, provavelmente não teríamos muitos desses momentos, mas ao mesmo tempo ainda não me sinto pronta pra dizer adeus.

Winnifred Shepard and Thane Krios

Tempos mais alegres, antes da minha Shepard se rebelar e pintar o cabelo de roxo

“Eu te amo. Se tudo mais sucumbir para a maré saiba disso por fato. Pela graça dada a mim pela Deusa Arashu, eu peço a sua divina proteção para você, meu anjo-guerreiro, minha Siha, para que tenha sucesso em seu destino. Para dar luz ao seu caminho na escuridão. Para te dar esperança, quando tudo parecer perdido.

Eu te esperarei do outro lado do mar.

Thane”

—{—}—

I’ve wanted to write about video-games in this blog for a long time now, but I always find them somewhat hard to write about. Do you write about them as you play, when your emotions are running high? After the ending, which usually is not that good? How to make your writing relevant without spoiling things? Well I certainly don’t have the answer to all those questions, but I just knew that I had to write about Mass Effect 3.  And more specifically about my Commander Shepard’s soulmate: Thane Krios.

Thane Krios cries

How can you not fall in love with those eyes?

A lot of people mock Bioware for their emphasis on romance and relationships, but that is probably the main reason why I love their games so much (I try to forget the lame sex scenes). Yes, it’s cool that Shepard (mine is named Winnifred after Fred from Angel) can decide the fate of the galaxy, and the game certainly does a good job of making you care about and understand the viewpoints of different races and groups, but most of the time I’m not thinking if Krogans and Salarians will be at war again in the future but about what will happen to my friends, to my crew, to the people I love.

Shepard saving students

War has tough consequences...

The Mass Effect universe has never been exactly sunny, but if you thought things were though in the first and second game you are in for a whole lot of misery in the third. But even though this game has no shortage of sad moments, none were more heartbreaking than what happens to Thane. See, in Mass Effect you have the option to romance some characters, and I, of course, started a relationship with Thane in Mass Effect 2. And how could you not? I was totally fascinated by his life and how he dealt with killing people. Maybe because it’s something I often think about when playing these kinda games, even though I’m only killing pixels.

Thane Krios

But I guess what most fascinated me about Thane was that even though he had a pretty rough life (being trained to be an assassin since he was a kid) and a terminal illness, he never seemed sour, or hopeless. I like to think that his optimism made my Shepard think that there was hope for her to, and that maybe she could live with herself even after all the people she killed in the fight with Reapers. And the final scene that my Shepard had with Thane in Mass effect 3 neatly reminded me that Shepard’s relationship with was not only built on trust, admiration and friendship but also on violence, pain and the mindfuck that comes with it.  I still think that was not enough Thane in Mass Effect 3, but I can’t deny ow powerful that last scene was.

The Illusive Man

As for the rest of the game, I haven’t finished it, so I can’t set anything in stone, but so far it’s been really good. Sure, you always have some boring side-quests, and the way you acquire them in this one is particularly clunky, but all the minor annoyances are offset by all the touching moments you have with members of your crew, friends that carried on with their lives and people that you helped in your previous adventures. The game does  god job of showing how the choices you made altered the world and that makes certain decisions you have to make in this game even harder. All in all it’s bittersweet, because if Shepard’s journey was not ending we probably wouldn’t have many of this powerful moments, but at the same time I still don’t feel read to say goodbye.

Winnifred Shepard and Thane Krios

Happier times, before my Sheppard rebelled and dyed her hair purple

“I love you. If all else whispers back into the tide know this for fact. By grace given me by the Goddess Arashu, I bid her divine protection to you my warrior-angel, my Siha, to succeed in your destiny. To light your path through the coming darkness. To give you hope, when all seems lost.

I will await you across the sea.

Thane”

Posted in: Games