Ready Player One: Book Review

Posted on março 19, 2012

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Enredo: Wade Watts escapa de sua realidade deprimente passando a maior
parte de seu tempo no OASIS, uma utopia virtual que deixa você ser
tudo que você deseja, um lugar onde você pode viver, jogar, ou se
apaixonar em um de seus milhares de planetas. Wade também sonha em ser
aquele que vai descobrir o maior ticket de loteria de sua geração,
escondido nesse mundo virtual. Porque em algum lugar nesse playgroud
cheio de interconexões, o criador do OASIS, James Halliday, escondeu
uma série de quebra-cabeças que darão uma incrível fortuna e poder
inimaginável para quem finalmente conseguir desvendá-los.

Eu não faço mais listas de resoluções de ano novo porque sempre as esqueço depois de uma semana, mas uma das minhas resoluções não escritas desse ano foi ler mais. Quando eu era mais nova, eu lia MUITO! E por muito eu quero dizer que em alguns meses da minha vida eu lia um livro por dia sem esforço algum. Eu também provavelmente sou uma das únicas pessoas do mundo que matava aula pra ir ler. Mas, de algum jeito estranho, começar a faculdade me fez ler menos, e isso é algo que quero mudar.

The Hideout

Wade em seu esconderijo

Então, há algumas semanas atrás eu estava me coçando pra começar um livro novo e lembrei de um post da Alyssa Rosenberg no blog dela, ThinkProgress, sobre um livro que envolvia um mundo virtual. Como mundos virtuais e inteligências artificiais são alguns dos meus assuntos favoritos em ficcção eu resolvi saber mais. E assim que comecei, não conseguia mais parar!

Já era bem tarde quando comecei a ler o livro, mas eu estava totalmente mergulhada no mundo que Ernest Cline havia criado, e parar não era uma opção. Acho que naquela noite eu não fui dormir, simplesmente desmaiei quando minhas pálpebras não aguentavam mais. O mundo do livro é muito bem construído, e a principal ferramenta do autor nesse aspecto é a simplicidade. O mundo de Wade é tem um escopo bem restrito, já que ele não tem muita vida fora do OASIS, e por fazer seu mundo tão pequeno, temos tempo para ir bem fundo na cultura “Gunter”, obviamente a parte que o autor estava realmente interessado. O livro faz alusões ao resto do mundo, mas Wade é tão alienado que só ouvimos coisas bem vagas. Basicamente o mundo é um lugar ruim que só fica pior, e Wade não está muito interessado nos detalhes, uma atitude bem comum, até nos dias de hoje.

“Gunter” é uma abreviação de “Egg Hunter” (caçador de ovos), ou seja, todos os adolescentes buscando loucamente pelo Ovo virtual que lhes dará fama e fortuna. James Halliday, o ecêntrico milionário que criou o OASIS, um MMORPG que expandiu e acabou se transformando em um substituto para a própria internet, era obcecado com cultura dos anos 80, então toda a “caçada” é recheada de referências a essa década, e o livro faz um bom trabalho com essas referências de forma que o uso delas não parece “80’s for dummies” mas também não é tão complexo que só os fanáticos conseguem entender.

The Stacks

The Stacks, a favela virtual onde Wade mora

A maior crítica que eu tenho do livro é o final. Eu não vou dizer nada muito específico, é claro, mas pra mim o autor correu um pouco e foi bem previsível. A vida de Wade, e a sua estória, não foram fáceis. Foi dolorosa, humilhante, radical e infelizmente o final do livro não refletiu isso. Porém pra mim, o livro vale pela jornada.

Jogador Número 1

PS: Como vocês devem ter percebido pelo uso de vários termos em inglês, eu li o livro na sua língua nativa, mas em português o livro se chama “Jogador Número 1”  e tá bem baratinho no submarino. Se você curte cultura nerd em geral, vale muito a pena!

—{—}—

Plot: Wade Watts escapes his grim surroundings by spending his waking
hours jacked into the OASIS, a sprawling virtual utopia that lets you
be anything you want to be, a place where you can live and play and
fall in love on any of ten thousand planets. Wade also dreams of being
the one to discover the ultimate lottery ticket that lies concealed
within this virtual world. For somewhere inside this giant networked
playground, OASIS creator James Halliday has hidden a series of
fiendish puzzles that will yield massive fortune and remarkable power
to whoever can unlock them.

I don’t do new year’s resolution lists anymore because I always forgot them after a week, but one of my unwritten resolutions for this year was to read more. When I was growing up, I used to read A LOT! And by a lot I mean that there times where I read a book per day, without breaking a sweat. I’m also possibly one of the few people in the world that skipped class to go read. But, weirdly, ever since I started college, my reading dropped significantly, and that’s something I want to change.

The Hideout

Wade in his Hideout

So, a couple of weeks ago I was itching for a new book to read and remembered Alyssa Rosenberg’s post over at ThinkProgress about a book that involved a virtual world. Virtual Worlds, and AIs are some of my favorite subjects in fiction so I picked it up. And I just could not put it down.

It was already pretty late at night when I started reading, but I was just too into the story and the world Ernest Cline had created to stop, so that night I didn’t exactly go to sleep, it was more like finally giving into complete exhaustion. The book has amazing world building, mostly by simplifying things. Wade’s world is very small in scope, since he doesn’t have a life outside the virtual world, so by making his world so small, we can go really deep into “Gunter” culture, which is obviously what the author was really interested in. The rest of the world is alluded to, but Wade is so alienated that we only hear very vague things. Basically the world is a bad place, only getting worse, and Wade doesn’t want to hear the details of it, an attitude that is very common, even today.

“Gunter” is short for “Egg Hunter” basically all the kids looking for the magic egg that will give them fame and fortune. James Halliday the eccentric millionaire that created OASIS, an MMORPG that expands into a substitute for the internet itself,  was obsessed with 80’s culture, so the whole hunt is drenched in references to games, movies, and tv shows of the period. The book does a very good job in using those references in a way that doesn’t feel dumbed down, but is not an insider joke either.

The Stacks

The Stacks, the vertical slum where Wade lives

The biggest criticism I have is about the ending. I’m not gonna discuss anything specific, but it does feel a bit rushed and predictable. Wade’s life, and story, was not an easy one. It was messy, painful, radical, and the ending unfortunately did not reflect that. But still, it was worth it, for the journey.

Posted in: Livros