Lollapalooza Brasil 08.04.2012: Plebe Rude, Thievery Corporation, Manchester Orchestra, Foster The People and Arctic Monkeys

Posted on abril 16, 2012

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Lollapalooza Brasil

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Bem, estou postando isso um pouco mais tarde do que gostaria, mas é uma dessas cosias que não dá pra deixar passar. A duas semanas atrás, o festival americano Lollapalooza finalmente chegou ao Brasil, e como a minha banda favorita era a headliner de uma das noites, eu tinha que estar lá. Eu não sou a melhor pessoa pra falar da estrutura geral do festival, já eu basicamente cheguei, fui pro palco principal, e ali fiquei até o final da noite. Então nem posso falar muito sobre filas, banheiros, etc. Parece que a impressão geral foi que rolaram alguns problemas mais sérios no primeiro dia, mas que no segundo as cosias funcionaram melhor. Eu tive uma boa experiência. Cheguei uma hora antes dos portões abrirem, entrei bem rápido depois de abertos, e tive água de graça durante o dia inteiro por estar na grade. os shows também começaram e acabaram no horário definido, coisa que é difícil em festivais brasileiros. Meu maior problema foi com as pessoas do festival em si, mas isso é algo que realmente não dá pra controlar muito. Mas já falei muito sobre logística, falemos sobra a música!

foto por Marcos-Hermes

Plebe Rude

O line-up desse festival foi bem diverso, e por mais que eu não entendesse algumas escolhas que fizeram, pelo menos manteve as cosias interessantes, já que eu não conhecia várias bandas que tocaram no palco principal. Claro que eu conhecia o Plebe Rude de nome, e sabia que eles estavam inseridos na cena punk rock dos anos 80, mas eu não sabia nenhuma das músicas deles. Pra mim eles foram uma das escolhas estranhas do festival, já que eles são praticamente uma banda da geração dos meus pais e a maioria do público era ainda mais novo do que eu. Mas acho que eles fizeram um bom show, dentro das circunstâncias, e conseguiram entreter a pequena parte do público que já estava no palco principal uma hora da tarde. E como quase sempre acontece, eles tinham pelo menos um fã super apaixonado, gritando todas as letras bem atrás de mim, para o divertimento de todos em volta.

foto por Renan Facciolo

Thievery Corporation

O show do Thievery Corporation foi um daqueles onde você não faz a menor idéia do que está acontecendo no palco, mas se diverte mesmo assim. A banda mistura um monte de estilos diferentes, com vocalistas diferentes, e nesse show tivemos um pouco de “World music” (seja lá o que isso for), mpb, rap e reggae. A coisa mais interessante sobre essa banda é que eles usam o baixo como instrumento principal, e o baixista, na foto aí em cima, é super estranho. Até mesmo intrigante, eu diria. O cara parece uma aparição, e assombrou o palco com competência durante o show inteiro. Outro destaque foi o vocalista de rap, que conseguiu levantar o pessoal, mesmo sem ninguém conhecer nenhuma música.

foto por Javier Valenzuela

Manchester Orchestra

Por algum motivo eu realmente achei que essa banda fosse uma orquestra, ou pelo menos tivesse elementos clássicos e tal, então pra mim foi engraçado quando entraram 4 caras no palco e disseram, “Nós somos o Manchester Orchestra, de Atlanta, Georgia”. Ok, duplamente enganada! Mas fora a minha falta de noção, eu gostei bastante da banda. E justamente por isso não consigo entender porque eu (e muita gente a minha volta), mal consegui manter meus olhos abertos durante uma boa parte do show. Talvez fosse só o cansaço batendo, talvez fossem as luzes, ou a voz do vocalista que as vezes parecia quase infantil que acabou me deixando em transe, mas o resultado foi que as minhas pálpebras não me obedeciam. Eu até entenderia se fosse uma banda folk, ou algo do tipo, mas o som deles era até pesadinho. Ainda assim, foi uma boa descoberta.

foto por desconhecido

Foster The People

A segunda banda mais falada da noite, e eu também não sabia nada sobre os caras. Mas posso dizer que a primeira impressão foi muuuuito boa. Eles são todos lindos! É tipo uma banda de modelos. Mas a banda não é só um monte de garotos bonitinhos. Claro que isso é uma grande parte do appeal deles, mas os caras também trabalham pra botar o público pra cima. A música deles não é o tipo de coisa que eu gosto de ouvir em casa, mas funciona muito bem ao vivo, põe a galera pra dançar, com certeza. E como eu disse, os caras não param um segundo! Tocam instrumentos diferentes, vão falar com o público, dançam, fazem de tudo. Apesar deles só temrem um cd, fizeram o máximo com as músicas que tem e fizeram a performance mais dinãmica do dia. Me deixaram até meio preocupada, já podia rolar uma comapração não muito favorável com o Arctic Monkeys. mas graças à Deus eu não tinha com o que me preocupar.

fotos por Bruno Dozel

Arctic Monkeys

Eu não falo muito sobre música aqui, então provavelmente muitos de vocês não sabem disso, mas o Arctic Monkeys é a minha banda favorita. Tipo banda da vida. A banda que eu escuto quando estou triste, feliz, entediada, a banda que eu sei os detalhes mais ridículos sobre, a que eu segui super de perto desde o início e continuo seguindo. E se você não acredita, é só dar uma olhada no meu last.fm, chega a ser quase ridículo o quanto eu ouço Arctic Monkeys. E eles foram a razão pela qual eu viajei pra São Paulo, só pra ser esmagada como nunca fui em minha vida (e esse não foi o meu primeiro show na grade, nem o vigésimo). Tudo pra chegar o mais perto possível dos caras que eu escuto quase todo dia. E por mais que eu tenha pensado em desistir muitas vezes (estou realmente ficando velha pra essas coisas), no final, valeu a pena. Mesmo com todas as horas no sol, depois na chuva, e mesmo ficando em pé por 8 horas seguidas e tendo que aguentar um metaleiro chato do meu lado (nesse dia descobri porque não podemos entrar com instrumentos cortantes, eu estava a ponto de mordê-lo, de tanta raiva).

Muita gente critica os Monkeys por serem frios, eu lembro que essa foi a principal crítica quando eles tocaram aqui em 2007. Eu já tinha visto como eles se comportavam no palco, e sabia que o negócio deles era deixar a música falar, então me diverti muito no show que fizeram no Rio. Mas eles conseguiram fazer um show ainda melhor dessa vez. A primeira diferença foi o público. De 400o pessoas em 2007 (no Rio, mas eles fizeram mais 2 shows) para 60000 no Lollapalooza, e cara, por mais que fosse um festival, onde algumas pessoas não estavam lá pra vê-los, o público foi um dos melhores que eu já vi em um show. A gente cantou cada palavra, riff de guitarra, baixo e acho que em um ponto até bateria eu tava cantando. De onde eu estava parecia um dos shows loucos que eles fazem em Sheffield. Só o volume de pessoas cantando as músicas músicas ao mesmo tempo tornou o show uma experiência indescritível.

Segunda diferença, o Alex. Ele definitivamente evolui muito como frontman nos últimos 5 anos. Eu lembro que comecei a notar algo diferente nele no clipe de Crying Lighting. parecia que ele tinha acordado um dia e percebido que ele era um rockstar, e que o rock as vezes pode ser um pouquinho ridículo e divertido. E nesse show ele estava muito mais solto. Os outros membros da banda são oooutra história, mas ele realmente melhorou bastante. Claro, dá pra ver que alguns momentos do show são ensaiados, mas ele parecia muito feliz com a reação do público e até usou a passarela do Foo Fighters, para a surpresa de muitos a minha volta. E em meio a gritos de “Esse não é o Alex que eu conheço!”, e “O que está acontecendo?”, ele cantou “Pretty Visitors”, uma das poucas músicas realmente rápidas no Humbug, e que se transforma totalmente ao vivo. De algum jeito ela parece ser ainda mais rápida e pra mim só restava tentar acompanhar, embasbacada. Ele não é um Dave Grohl da vida, é claro, mas eu não acho que ninguém quer que ele seja.

E essa é a principal característica que alguns jornalistas de música parecem não entender sobre os Monkeys. Pra mim eles são uma banda para fãs. Se você só escutar uma ou outra música sem prestar muita atenção, ou se você for em um festival pra ver uma outra banda e acabar num show deles, talvez você não entenda muito bem porque aquelas pessoas loucas estão gritando como se o mundo fosse acabar. Afinal eles são uma banda de rock sem muita firula. Mas se você já ouviu aquelas músicas um milhão de vezes, descobriu novos sentidos pras letras inteligente do Alex e fuçou forums estrangeiros tentando entender gíria do interior da Inglaterra, ele não precisa ser o Bono, ou o Dave Grohl, ele não precisa pegar uma bandeira brasileira na galera só pra fazer média, a música é o suficiente.

Eu li muitas resenhas onde, por exemplo, reclamavam que 505 era uma música muito anticlimática pra fechar um show, e que a A Certain Romance seria muito melhor. Bem, essa é uma opnião válida, mas quando eles tocaram 505, a última cosia que eu estava pensando era se a musica tinha clímax o suficiente. Eu estava lembrando da primeira vez que ouvi a música, como eu amei o final meio explosivo depois de todo aquele piano, como o Alex realmente parece emocionado quando ele não aguenta mais de saudades e canta But I crumble completely when you cry/It seems like once again you’ve had to greet me with goodbye/I’m always just about to go and spoil the surprise/Take my hands off of your eyes too soon”. Eu não chorei porque não sou de chorar (a não ser de raiva), mas eu fiquei bem emocionada e a música naquele momento traduziu perfeitamente o sentimento conflitante do fim de um show maravilhoso.

E terceiro, desde 2007 a música deles se torou bem mais variada, e isso funciona muito bem no show. Se da última vez foi praticamente só rapidez juvenil, agora eles tem mais groove, mais vivência eu diria. Até as músicas antigas soam diferentes, com um som mais cheio, mais confiante. E é fácil ver porque. A voz do Alex está melhor do que nunca, e por mais que eu não saiba muito de técnica musical, me pareceu que o resto da banda também está muito bem. Principalmente o Matt, que continua sendo um deus naquela bateria.

No final eu estava simplesmente feliz! Feliz por ver a banda a que eu mais amo de perto, por ver mais uma vez que eles são de verdade, e no sue melhor momento. Eu em sinto muito sortuda, porque de todas as bandas dos anos 2000 que eu poderia ter me apaixonado, essa foi uma das melhores escolhas. Eles não se perderam pelo caminho como os Strokes, ou se separaram como os Libertines. Ainda estão juntos, e parecem felizes por estarem fazendo música como banda. Então só posso esperar que o cd novo que eles vão gravar nos próximos meses seja ainda melhor que os 4 que já vieram, e que eles não demorem mais 5 anos pra tocar em terra brasillis. Fala sério Alex, a gente te ama!

Setlist

  1. Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair
  2. Teddy Picker
  3. Crying Lightning
  4. The Hellcat Spangled Shalalala
  5. Library Pictures
  6. Brianstorm
  7. The View From the Afternoon
  8. I Bet You Look Good on the Dancefloor
  9. Brick by Brick
  10. This House Is a Circus
  11. Still Take You Home
  12. Evil Twin
  13. Pretty Visitors
  14. If You Were There, Beware
  15. Suck It and See
  16. Do Me a Favour
  17. R U Mine?
  18. Encore:

  19. When the Sun Goes Down
  20. Fluorescent Adolescent
  21. 505

—{—}—

Well, I’m posting this a little bit later than I expected but it’s one of these things that I just can’t let pass by without mention. Two weeks ago the american festival Lollapalooza finally arrived in Brazil, and since my favorite band ever was headlining one of the nights, I just had to be there. I’m not particularly suited to talk about the overall structure of the festival, since I basically arrived, got to the main stage, and stayed there till the Arctic Monkeys played. So I can’t talk about queues to buy things, bathrooms, etc. It seems that the overall impression of the public was that the first day was kinda chaotic, and the second day was much better. I had a pretty good experience. I arrived one hour before the gates opened, got in very fast once they were open, and had free water during the entire day, because I was super close to the stage and there was no way to go and buy anything. Also, all the shows started and ended on schedule, something that pretty much never happens in brazilian festivals. The crowd was a bit brutal, but that’s something they really can’t control all that much. Enough about logistics, let’s talk about music!

foto por Marcos-Hermes

Plebe Rude

The line-up of this festival was pretty diverse, and even though I didn’t understand some of the choices they made, at least it kept things interesting, since I was not familiar with many of the bands that played on the main stage. Of course I knew Plebe Rude by name, and I knew that they were inserted in the 80’s brazilian punk rock scene, but I didn’t know any of their songs. I thought they were one of the weird choices for this festival, since they are a band from my parent’s generation, and most of the public was even younger than me. But I think they gave a good performance given the circumstances, and managed to keep the small crowd (after all it was still 1pm) happy. And as it almost always happens, there was at least one super intense fan, screaming all the lyrics, right behind me, for the amusement of everyone around him.

foto por Renan Facciolo

Thievery Corporation

Thievery Corporation’s gig was one of those where you have no idea what is going on stage, but you have fun regardless. The band mixes up a lot of different styles, with different vocalists for each, and at this one we got some generic “world music”, mpb (brazilian popular music), rap and reggae. The most interesting about this band is that they use bass as their main instrument, and the bass player, pictured above, is very weird and compelling. He sorta looks like an apparition, and perfectly haunted the stage throughout the entire thing. Another highlight was the rap vocalist, that managed to make people dance even though I’m sure most of them had never heard any of the songs before.

foto por Javier Valenzuela

Manchester Orchestra

Since I actually believed this band to be an orchestra, or to at least be orchestra-like, I was very amused when they came on stage and I discovered that not only they were a normal band, but they were also “from Atlanta, Georgia”. Double deceivers! But apart from geographical misplacement, I really liked this band. And because of that I can’t understand why I (and a lot of people around me) could barely keep my eyes open throughout their set. Maybe we were just tired, maybe it was the flickering lights, or maybe it was just the sometimes childlike voice of the band’s vocalist that kept us on a trance, but the result was me struggling the whole time with very heavy eyes. I would understand that if this was a folk band, or something like that, but their sound was pretty heavy. Still a nice discovery for me.

foto por desconhecido

Foster The People

The second most talked about band of night, I also knew nothing about these guys. But the first impression was veeeeeeery good. They are all so pretty! It’s like a band composed only of models. But thankfully they don’t rely only on theirs ridiculously good looks, their music is very dancey, and even though it is not the kind of thing I like to listen to at home, it works very well in a stage. And if they are criticized for being to “sanitized”, the boys sure work their asses off on the stage, dancing around, playing different instruments and interacting a lot with the crowd. Even though they only have one album, they made the most of all the songs I gave the most dynamic performance I saw that day. I was even worried that Foster’s exuberance would make the Monkeys seem even more cold. But thankfully, I had nothing to worry about.

fotos por Bruno Dozel

Arctic Monkeys

I don’t talk that much about music here, so most of you probably don’t know this, but Arctic Monkeys are my favorite band. Like, the band of my life. The one I listen to when I’m sad, or happy, or bored, the one I know the most ridiculous details about, the one I followed very closely from the beginning and still do. And if you don’t believe me, just look at my last.fm, it’s a little bit ridiculous how much I listen to it, actually. And they were the reason why I travelled to São Paulo, just to be suffocated by a mass of people. All to get as close as could to the guys I listen to almost everyday. And if I second guessed myself a lot throughout this process, in the end, it was all worth it. Even though I had to spend hours in the sun, and then in the rain, stand for 8 hours and deal with some pretty unpleasant people.

A lot of people criticize them for being cold, I remember that was the main complaint when they played here in 2007. I was already very aware of how they behaved on stage, and knew that they were more about letting the music do the talking, so I had a lot of fun in their concert. But somehow, this one was even better. First, the crowd. From 4000 people in 2007 (in Rio, but they played other places too) to 60000 in Lollapalooza, and man even though this was a festival, and I believe not everyone was there to see them, this crowd was very into it. We sang every word, we sang the guitar, the bass, and I believe that at some point I was singing drums. It felt like one of those crazy Sheffield gigs they do sometimes. The sheer volume of this many people singing their songs was just indescribable. Second, Alex. He has definitely evolved a lot as a frontman in the last 5 years. For me the shift started with the video for Crying Lighting. It seems that someday he woke up and realized that he was a rockstar, and that rock sometimes can be a bit cheesy and fun. So in this gig he was a LOT looser. Jamie and Nick are still a bit stiff, but he has definitely improved a lot. Sure you can see some clearly rehearsed bits, but he seemed very happy with the reaction he was getting from the crowd, and even used the Foo Fighters runaway, to the befuddlement of everyone around me. So amongst screams of “This is not Alex!” and “What the heel is happening?”, he sang “Pretty Visitors” one of the few really fast songs in Humbug, and that totally transforms itself live. Somehow it seems even faster and I could just marvel at the speed of the thing. He’s still no Dave Grohl, off course, but I don’t think anyone wants that to happen.

And that’s the main thing that I think some general music journalists don’t get about the Monkeys. For me they are a band for fans. If you just listen to some of their songs because it happens to be playing, or if you were at a festival to see some other band and ended up at their gig, you probably wouldn’t understand what the fuss is about. After all they are a pretty straightforward rock band. But if you have listened to these songs multiple times, discovered new meanings to Alex’s clever lyrics, and searched forums for Yorkshire slang, he doesn’t need to be Bono, or Dave Grohl, he doesn’t need to grab a brazilian flag from the crowd, the music is enough. I’ve read many reviews, for example, that complained about 505 as closing song, that it is anticlimactic, and sad, and that A Certain Romance would be much better. Now, this is a valid opinion, but when they played 505, I wasn’t thinking about whether it climaxed enough, I was remembering the first time I heard that song, how I loved the explosive ending after the beautiful slow open, how full of emotion Alex sounds when he finally can’t take it anymore and sings “But I crumble completely when you cry/It seems like once again you’ve had to greet me with goodbye/I’m always just about to go and spoil the surprise/Take my hands off of your eyes too soon”. I didn’t cry, because I’m not much of a crier, but I was definitely overwhelmed, and the song perfectly encapsulated my bittersweet feelings about the ending of a great gig.

And third, since 2007 their music became a lot more varied, and that works to their favour in a live set. If at that time in ’07 it was almost all fast youthful bravado, now they have a little more groove, a little weariness, a little darkness. Even the old songs sound different now, they have more muscle, and confidence. And with good reason. Alex’s voice sounds better than ever, and even though I don’t know that much about music technique, it seems that everyone was at their best. Especially Matt, that continues to be a god in those drums. In the end I was just so happy. To get to see the band I love most live, to see once again that they are for real, and at the top of their game. I feel really lucky because of all the aughties bands I could’ve fallen in love with, this was the best pick. They haven’t fizzled out like The Strokes, or broken up like The Libertines. They together, and very excited to make music as a band. So I can only hope that the new album they’re gonna record this summer is even better than the past 4, and that they don’t take another 5 years to come back. Please!

Setlist

  1. Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair
  2. Teddy Picker
  3. Crying Lightning
  4. The Hellcat Spangled Shalalala
  5. Library Pictures
  6. Brianstorm
  7. The View From the Afternoon
  8. I Bet You Look Good on the Dancefloor
  9. Brick by Brick
  10. This House Is a Circus
  11. Still Take You Home
  12. Evil Twin
  13. Pretty Visitors
  14. If You Were There, Beware
  15. Suck It and See
  16. Do Me a Favour
  17. R U Mine?
  18. Encore:

  19. When the Sun Goes Down
  20. Fluorescent Adolescent
  21. 505

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